Interviews » A Q&A with Claudio Carbone: Director of Another Lisbon Story

August 10, 2018 by Eden Flaherty

A Q&A with Claudio Carbone: Director of Another Lisbon Story

We went along to a recent screening of 2017 documentary, Another Lisbon Story. It follows the community that makes up Bairro da Torre — a Lisbon favela — and their active participation in the future of their neighborhood. The screening was accompanied by a discussion with the film’s director, Claudio Carbone, who was kind enough to answer some questions for Atlas.

Poderia falar um pouco sobre você mesmo: De onde é e onde cresceu? | Tell us a little about yourself. Where are you from and where did you grow up?

Olá eu sou Claudio e eu nasci e cresci em uma região do sul da Itália, a Basilicata, e depois mudei para Roma, onde terminei meus estudos como arquiteto e onde eu militava em uma ocupação política, que formou minha crítica política.

I was born and grew up in a region of southern Italy called Basilicata. I then moved to Rome, where I finished my studies as an architect and where I became politically active, which was the cause of my political criticism.

Como entrou na área de cinema? | How did you get into filmmaking?

Aconteceu para um jogo, uma estranha alquimia durante uma viagem ao México feita com 3 companheiros procurando os movimentos de luta neste país. Comecei a filmar entrevistas e quando cheguei em casa e concluímos o trabalho, percebi que o cinema tem um grande potencial de comunicação. A partir daquele momento, decidi que queria continuar a filmar e contar histórias de resistência.

It happened completely by chance— a strange alchemy— during a trip to Mexico with three companions looking to fight negative change there. I started filming interviews and when I got home and finished the work, I realized that the film had great potential to communicate our position. From that moment, I decided I wanted to continue filming and telling stories of resistance.

O que inspirou-lhe a criar Another Lisbon Story? | What made you want to make Another Lisbon Story?

Eu sou um arquiteto social e muitas vezes trabalho em contextos de precariedade habitacional, eu já tinha trabalhado nas “famosas” favelas brasileiras, eu não esperava encontrar uma situação tão extrema, às portas de uma capital europeia, decidi filmar para denunciar essa realidade.

I’m a social architect and often work in precarious housing contexts: I had worked in the “infamous” Brazilian favelas, so I did not expect to find a situation so extreme within the borders of a European capital, so I decided to make a film to denounce this reality.

Acha que as coisas se tornaram diferentes para as pessoas que moram nestes bairros desde que fez o filme? | Have things changed for people living in these neighborhoods since you made the film?

O bairro vive actualmente horas dramáticas, para além de corte da electricidade feito pela EDP, sofreu um grave incêndio que deixou muitas famílias sem abrigo, na medida do documentário, creio que ajudou a levar este tema de volta no debate público dando mais visibilidade ao problema que ainda não foi resolvido.

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The district is currently experiencing a dramatic time, in addition to EDP having cut electricity, they have suffered a serious fire that left many families homeless. As for the documentary, I think it helped to bring this issue back into the public debate, giving more visibility to a problem that has not yet been resolved.

Acha que o rápido desenvolvimento da Grande Lisboa vai ajudar com o rejuvenescimento destes bairros? | Do you think the rapid development of Greater Lisbon will help rejuvenate these neighborhoods?

Não, acho que a velocidade da expansão está apenas fomentando os interesses econômicos e de títulos das grandes empresas, onde os interesses das pessoas ocupam o segundo lugar. E não estou a falar apenas das classes mais pobres. Este é um problema que afeta a maioria dos cidadãos lisboetas hoje em dia pelo interesse de poucos. Eu acredito que é necessário criar um movimento a partir de baixo para começar a afirmar os nossos direitos de cidadãos, evitar a criação de guerras entre pobres e unir-nos para derrubar as injustiças sociais que se transformam, como neste caso, em injustiças espaciais.

No, I think the speed of expansion is only promoting the economic interests and securities of large companies, where people’s interests come second. And I’m not just talking about the poorer classes. This is a problem that affects the majority of Lisbon’s citizens nowadays: the interest of the few. I believe it is necessary to create a grassroots movement to begin to assert our rights as citizens, to prevent the creation of wars between poor, and to unite overthrow the social injustices that become, as in this case, spatial injustice.

Obviamente já conhece as pessoas no seu filme— ainda tem contacto com eles? |
You obviously got to know the people in your film while you were making it, are you still in touch with any of them?

Sim, costumo voltar ao bairro para dizer olá ou comer um bom peixe no restaurante de Riccardina, uma das protagonistas do documentário.

Yes, I usually go back to the neighborhood to say hello or eat some good fish at a restaurant owned by Riccardina, one of the documentary’s protagonists.

Em que está a trabalhar agora, tem um novo projeto? Já tem ideas para mais filmes em Lisboa? |
Are you currently working on any projects, and have you got any plans for more films set in Lisbon?

Agora estou trabalhando na edição de um documentario que filmai no ano passado na Costa Rica junto com uma produtora portuguesa Garden Films que contarà um movimento de luta indígena no sul do país que está recuperando as suas terras ancestrais ocupadas ilegalmente por camponeses não indígenas, e tentando criar a sua própria autonomia política nesses territórios, estará pronto em 2019. Logo depois sim, vou filmar mais um filme em Lisboa mas só vou começar a pensar nisso depois de terminar o próximo.

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Now I’m working on editing a documentary that I filmed last year in Costa Rica with the Portuguese producer Garden Films that will be about the indigenous struggle in the south of the country that is recovering from having its ancestral lands occupied illegally by non-indigenous peasants, and trying to create their own political autonomy in these territories. It will be ready in 2019. Soon after yes, I will shoot another movie in Lisbon but I will only start thinking about it after finishing this one.

Finalmente, tem um cinema preferido aqui em Lisboa? |
Finally, you clearly like film, have you got a favorite cinema in Lisbon?

Eu amo as produções de Terratreme, acho que o último filme de Pedro PinhoA Fábrica de Nada é uma obra prima. Espero poder alcançar esse nível de direção um dia.

I love the Terratreme productions, I think the last Pedro Pinho film The Factory of Nothing is a masterpiece. I hope to achieve this level of direction one day.

 

If you’re interested in watching the movie, it can be downloaded here for a donation. 50% of the proceeds go to Bairro da Torre, so don’t be stingy!

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