Culture » Fyodor Books Meets the Press

July 15, 2015 by Ellis Dixon

Fyodor Books Meets the Press

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Transcriptions by Levy Mealone

Fyodor books opened two years ago in a 13-sq-m closet-like space on Calçada Nova de São Francisco. The original concept was simple: make books accessible to everyone, with a browse-at-will approach and a low cost. The simplicity of their 3€ per book (or two for 5€) is what initially drew Atlas in there, but it was the selection (and the beautiful free tote bag when you spend over 10€) that kept us coming back.

Owners Paulo Ferreira and his wife Sara spent nine months of gestation in that womb of a bookstore, before moving their wares temporarily to Campo Pequeno as they waited for the  renovation of their current space. Finally, they are able spread out and offer space for a café, tables for book club meetings, and lots of natural light to scan titles and flip through pages at will. The fact that it is right above Cinema Ideal in the heart of Baixa Chiado is certainly a far cry from their humble beginnings, but no bookstore deserves it more.

Atlas sat down with owner–and author of Sonhos de Lobo–Paulo to find out more about upcoming plans for the space, his recommendation for books about Lisbon, and Fyodor’s first foray into publishing.

DISCLAIMER: Atlas is trying something new. In order to do justice to a multilingual store (and owner), we have made this blog bilingual. Confused? Excited? Let us
know what you think.

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Fyodor Books’ first store had only 13 square meters – just enough for a small book club and a huge fan base to develop. Fyodor’s new digs in Baixa Chiado above Cinema Ideal is constantly evolving. The café, for example, has been open since August 2015 and new books are on the shelves daily.

Fyodor Books- what’s in a name? Porquê Dostoyevsky?

Para mim, Dostoevsky é meu autor preferido. Gosto daquelas novelas mais curtas, e também o Idiota, Karamazov, e mais. Gosto também do Chekhov, o Tolstoy, e o Pasternak.

As Dostoyevsky can attest, the best ideas always happen when you’re hungry: He reportedly wrote The Gambler after he got into some serious debt because of his own addiction to roulette and was forced to write something to get him out of hot water. Sometimes, genius occurs while we are under the gun.

So, what drove you to open the store? How did you go about it?

Porque sempre gostámos muito de ser livres e porque a Sara ficou desempregada. Abrimos com todos livros que eram nossos. Acho que eram mais ou menos duzentos. O tempo necessário para abrir foram apenas poucas semanas- foi muito rápido. Nos mantermos, para fazer muitas coisas de empressa…então vimos um arrendamento na Baixa por quase duzentos euros por mês.

Their new space is more than five times the original size (double the rent, and quadruple the stock) and while their selection is still composed of books that they love–and have probably already read–they complement their stock by making trades and purchasing books from customers. For a trade, you can expect to be able to swap two or three titles, but they won’t just throw anything on the shelves: for example, you won’t find the newest Danielle Steel novel there in the foreign section, and forget trying to trade in a John Grisham for anything halfway decent. You’re more likely to find Steinbeck, Maugham, Greene, and Bolaño, each at a more-than-fair price and in their original language.

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Paulo at the register, joined by Fyodor himself.

Has your reading style changed? Do you read the whole book even if you aren’t enjoying it?

Eu já fui assim. O problema é que depois ficas cansado. Eu acho que a solução para isto é o cansaço. Tens mesmo que desistir. Porque [às vezes]  é melhor pegar noutro e deixares aquele. Porque [às vezes] podes estar a ler o livro errado na altura errada. Há livros muito bons que [se calhar] se fores ler numa altura diferente, não gostas. Pode mudar a tua perspectiva do livro.

 

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Has there been a book or author like that for you?

Sim, sim. Por exemplo, a Virginia Woolf, o Italo Calvino, o Borge. Como eu não ia conseguir gostar, tenho que ler outras coisas. Porque estou cansado.

What book would you recommend to someone visiting Lisbon for the first time– what Portuguese author does the best job of giving you a feel for the city and its people?

Antonio Lobo Antunes. Mas ele não é muito fácil, pelo menos em em português é difícil. José Cardoso Pires, tem um livro chamada Lisboa. Ele escreve muito bem. Saramago também é bom mais não gosto muito. Já li cinco ou seis livros dele.

Strangely enough, he’s not the only one. Saramago’s Memorial do Convento is assigned reading in Portuguese schools just as Americans are required to read Hemingway’s
Old Man and the Sea. To be introduced to a writer by reading their weakest book is like judging the Beatles by Yellow Submarine, but then again, Atlas has a soft spot for Saramago.
Luckily, we were able to agree on one of them!

Ele tem um livro melhor. O Ano da Morte de Ricardo Reis. O Ricardo Reis é um heterónimo de Pessoa. Ele pega nessa personagem do Pessoa e escreve sobre a vida dele. E é giro.

If you could create the required reading list for schools, which books or authors would you select as essential for literary education?

O Lobo Antunes, o Gonçalo M. Tavares, que é um bom escritor português de Angola. O Camilo Castelo Branco, não sei se ainda é lido na escola, o Raúl Brandão, também escreve muito bem. E acabava definitivamente com o comentário de texto. A escola mata a literatura. Se eu ficasse só por aquilo que é feito na escola, não lia nada. Ficava muito cansado. Preciso de largar aquilo e começar a ler. Porque a literatura é divertida e a escola faz daquilo uma coisa muito chata.

Why do you think that is?
Não sei, porque depois estás a ler um texto e tens que procurar onde estão as elipses, as sinédoques, as figuras de estilo. E não estás a desfrutar do texto, que é o mais importante, e
gostares do texto.

Perhaps this is the basis for the 25% decline of current students reading for pleasure. Perhaps it’s technology, or perhaps it’s both working together. Whatever the reason, it usually takes a few years after graduation for a millennial to pick up a book that isn’t assigned reading. That’s three years at least of time wasted in the land of literature. American poet and essayist Ralph Waldo Emerson is perhaps better equipped to explain what you’re missing in those years. His advice to young readers in the 1800s still has merit in today’s world of high-speed internet and the Candy Crush Saga. Be not the slave of your own past. Plunge into the sublime seas, dive deep and swim far, so you shall come back with self-respect, with new power, with an advanced experience that shall explain and overlook the old. 

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Scanning the shelves at Fyodor Books for new sublime seas to swim through, Atlas’ eyes settled on one book in particular. We noticed the mark of the store on the cover of a book entitled O Apocalipse Estável.

Have you started publishing your own books?

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É um autor austríaco. E é nossa, a edição é nossa. Está a esgotar. Depois temos assim editoras independentes, eu também estou ligada a esta, a Enfermaria 6. Temos apresentações… Esta foi a Europress. Mas isso é a gráfica, porque a editora é mesmo nossa. É preciso agitar o país, pá, que isto está muito morto. É porque somos muito ansiosos e queremos estar sempre…

How long did this project take? Who helped you guys get it finished?

Alguns meses, talvez quatro meses. A pessoa que fez isto tem um mestrado na Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Só que ela trabalha na bilheteira, vende bilhetes, não tem emprego, então… é o Eduardo Ferreira.

É preciso contrariar a ideia de que, ok, eu licenciei-me em História, fiz um doutoramento, e agora tenho que ser professor. Se calhar a sociedade também não funciona assim; tens que fazer coisas diferentes. Não podes imaginar que vais ter uma carreira porque isso é uma ideia antiga. Pelo menos na minha opinião. Tens que estar preparado para diferentes coisas. Se eu fosse professor agora não tinha publicado isto.

Foreign literature has grown the most in the store, especially foreign authors translated into Portuguese. Paulo mentioned that most local shoppers want translated works by foreign authors.

É muito fácil encontrar em português só que poucas pessoas compram português; os portugueses não compram literatura…Lobo Antunes, Saramago, Agostina (Bessa-Luís), não lêem. Nós vendemos mais é tipo Dostoevsky, Camus, autores estrangeiros, já mortos.

Do you think people aren’t buying them because they already have them?

Não. Porque acham a literatura portuguesa chata…a experiência que eu tenho é que ninguém prefere levar um Saramago à Simone Beauvoir, por exemplo. Os portugueses também têm um sentido muito negativo de si próprios. Dizemos mal de nós próprios. Se calhar tem a ver com isso. Nós somos assim; somos sempre os piores.

The opening event held at the bookstore was the team of editors who made this bilingual book of poetry happen. Click the photo to see their facebook page.

What events have been held recently in the shop?

lisbon-poetsAgora recentemente tivémos a apresentação de um livro. É uma antologia de poesia de autores portugueses mas para inglês. Que é para estrangeiros que queiram conhecer a poesia portuguesa.

The book, illustrated by André Carrilho and foreworded by Leonor Simas-Almeida (Brown University), was presented by João Costa (Universidade NOVA). Andreia Macedo and Zé Luís read some of the verses from the book.

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Eles na semana passada vieram cá com dois actores e vieram ler. Os editores são José Pedro Ruivo e Miguel Neto. Agora temos falado muito com eles…E eles são rapazes com 30 anos, talvez, e querem vender nos Estados Unidos. Conhecem lá uma Universidade, a Brown, e vão distribuir os livros lá. E é giro.

So what’s next? Do you have a book club?

Temos um grupo que acontece uma vez por mês; escolhemos um livro e discutimo-lo.

Fyodor Books Rua do Loreto, 13, S/L, | Lisboa | 967 712 501 | Daily, 12:30 – 9pm

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